As vezes eu me perco no que gostaria de escrever. Fico lendo e lendo vários autores, poetas, pessoas que falam com palavras. Sim... falar não é apenas babulciar letras, conjunções e achar que está assim se dizendo alguma coisa. Há pessoas que realmente falam. São pessoas que usam a alma para fazer isso. Nos indentificamos com a escrita simplesmente porque a sentimos. Não me atrevo a pensar em mim desta forma. Na maioria das vezes apenas escapam palavras incoerentes de uma vida que não via o sentido das coisas. Mas hoje, eu quero escrever com minha alma. Estou em paz, não há dúvidas, não há incoerências... há a paz. Esta que excede todo o entendimento. Esta paz que não deveria estar aqui no peito me invadindo e aumentando a medida que digito febrilmente este texto. Esta paz que embora haja lutas travadas, montanhas a serem ultrapassadas, metas a serem superadas, o estresse da correria tão rotineira, ainda assim está aí. A Paz que ninguém pode me tomar, roubar, invejar porque ela me foi dada. Apenas uma coisa pode me tirá-la: eu mesma. Simples assim. Posso perdê-la! Mesmo sabendo disso, eu sei que poderia voltar a tê-la no momento que percebesse q houvesse perdido. A paz que só encontro quando me ajoelho ao lado da minha cama e elevo o meu coração a Deus, o único possuidor de TODAS as coisas que me são necessárias. Aqui estou eu mais uma noite, quase madrugada, me elevando a Ele para agradecer por ser humana e errar. Quantos erros são cometidos e muitas vezes não nos damos conta disso, ou se damos, na maioria das vezes é tarde para que aja arrependimento. Não querendo correr esse risco, clamo por perdão, com a convicção que o meu pedido de perdão virá acompanhado da misericórdia Dele, que é o motivo por eu ainda estar viva. Obrigada Pai!!
Hoje eu estou em paz, porque hoje eu estou com DEUS!!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Palavras ao vento...
Detesto quando quero escrever algo e as palavras me faltam. Detesto quando quero expressar meus pensamentos, minhas vontades e não encontro as palavras adequadas para isso. Detesto me sentir assim: impotente!! Detesto ter que recomeçar a escrever e a reescrever e a reescrever... Destesto quando estou assim incoerente comigo, com meus pensamentos. Detesto quando simplesmente travo!! ahhh... Não é justo!! Mas que justiça há quando falamos em sentimentos? Iludo-me ao pensar que poderia descrever as incoerencias dentro de mim. Talvez seja melhor eu parar de tentar e esquecer. Mas isso não ouso fazer porque sei que a agonia que me corroi grita. Que agonia é essa!! Que incerteza é essa que não deixa me expressar da maneira que preciso!! Estranho! Com tantos anos vividos, nunca me senti assim: tão vazia de mim, oca de palavras e atitudes. Absolutamente não sei o que fazer. Talvez seja melhor descer a rua e tentar achar com os olhos, o que o coração procura: Ser feliz!!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Uma carta para o meu irmão

Estava navegando na internet quando me deparei com a notícia que o ator Patrick Swaze morreu, vítima de um câncer no pancreas. Ele lutou contra a doença por dois anos. O irônico disso foi que ao abrir o blog para escrever, quis escrever sobre você. Coincidência? Não. Vc sabe muito bem que não acredito nisso. Acredito no mover de Deus. Me sensibilizo com a dor da família do ator e de milhares de pessoas que passaram por isso. Afinal eu sei muito bem o que elas sentiram. Eu sei o que é quando os médicos não podem mais fazer nada e o diagnóstico é fatal. Como conheço esse sentimento de impotência, tristeza, dor.
Quando éramos crianças, assistimos vários filmes dele, lembra?? Qts vezes vc me fez assistir a Dirty Dance!! Costumávamos brincar que vc até parecia com ele fisicamente: Loiro, olhos claros, um sorriso no rosto, o olhar expressivo, um guerreiro. Só que nunca imaginávamos que vcs teriam mais uma coisa em comum: A mesma doença.
Recordo cada dia em que estive no hospital durante o tempo em que vc ficou lá. Os corredores tinham cheiro de desesperança. Vimos pessoas se curarem e pessoas partirem. Isso fazia parte do nosso dia a dia. Quantas vezes chegavamos para visitá-lo, mas não o encontravamos em seu quarto. Dias de CTI, várias cirurgias, medicamentos fortes. Foi uma época difícil. Mas crescemos.
Lembro-me de um rapaz q ficava próximo a vc, não tinha completado 15 anos e estava paralítico. Como estava abandonado e com alta, o hospital não se sentia na obrigação de alimentá-lo. Naquela situação me senti tão orgulhosa de vc!! Tive muitos momentos de me orgulhar de ser sua irmã. Mas nenhum outro foi tão forte quanto aquele. Embora frágil, devido a radio, aos medicamentos e as cirurgias ao qual vc estava se submetendo, mesmo com a dor que isso lhe trazia, pois a anestesia não fazia efeito. Como vc mesmo descreveu:" senti cada momento em que rasgavam minha pele". Embora sofrendo, ( não quero transformá-lo em mártir, longe disso), vc foi capaz de muitas vezes doar a sua comida e as frutas ao qual sempre levávamos. Como aprendi sobre solidariedade, sobre amor ao próximo naquela situação.
Louvo a Deus porque embora a biópsia, os laudos médicos, as previsões de que vc não sobreviveria, a última palavra sempre foi de Deus. O Homem disse que vc morreria, mas Deus disse que o milagre aconteceria. A última palavra sempre será do PAI. Não me canso de agradecer ao meu Senhor, por permitir que vc esteja aqui com a gente, vendo teu filho crescer e gozando de uma ótima saúde. Obrigada Jesus,meu Mestre, por permitir que aprendessemos tanto com a dor e que nos alegrassemos tanto com o impossível que só o Senhor tornou possível. Afinal, como um câncer desses pode simplesmente desaparecer?? E ainda tem gente que não acredita em Ti.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Meu sorriso!!
Quando me deparei com minha imagem no espelho hoje, me assustei. Não era a mesma imagem ao qual sempre me vi ao acordar. Ao invés de bochechas rosadas e olhos cansados, lá estava uma mulher que não tinha visto outrora. Fitei-me por um longo momento, observando cada detalhe que compunha este novo reflexo. Vi que meus olhos estavam mais brilhantes e meu rosto mais pálido, mas a diferença não estava ali, mas sim no sorriso que se alargava a medida que me observava. Engraçado isso. Não que nunca houvesse sorrido ao acordar, mas este não era um sorriso comum. Tentei pensar o porque do sorriso. Descobri que desta vez não havia uma razão específica. Compreendi que por detrás do brilho em meu rosto, não havia uma história para que estivesse ali. Hoje eu descobri que não há necessidade de uma história, um fato, um acontecimento ou uma pessoa, para que o meu sorriso se torne mais brilhante. Que descoberta eu fiz!!
Hoje ninguém no mundo apaga este sorriso... simplesmente porque não estou sorrindo para uma lembrança, uma pessoa, ou mesmo uma imagem.
Estou sorrindo pra VIDA!!
Hoje ninguém no mundo apaga este sorriso... simplesmente porque não estou sorrindo para uma lembrança, uma pessoa, ou mesmo uma imagem.
Estou sorrindo pra VIDA!!
domingo, 23 de agosto de 2009
Café sem açucar, Por favor
Esse texto foi escrito por uma pessoa q saiu da minha vida. Fez parte dela por quase 3 anos. Mas a vida é assim. Uns permanecem, outros partem. Essa pessoa partiu, foi viver a verdadeira vida, não a ilusão que um dia me apresentou. Posto esse texto por gratidão. Sem mais.
Hoje, no caminho para casa, ouvi uma velha conhecida na rádio. A música. Aquela.
A que cujo par martelava na minha cabeça, fazia barulho no telefone e batucada no meu peito.
Hoje ela não teve par. Estava sozinha. Em mim, no pensamento e no coração. Meus tímpanos a absorveram pura, límpida, heterogênea. Eu sabia que agora ela era apenas mais uma, apenas a próxima, a que recém tocou, a que ouço no agora. Sem ser especial. Sem ter significados.
E depois de tanto tempo, me senti livre.
Livre de não associá-la a mais nada. A ninguém. Mas, também senti um vazio. Uma "coisa" oca por dentro. Senti não sentir. Uma liberdade mais parecida com solidão. A música não tinha mais par, assim como eu. Éramos nós dois. Ambos cantando no ritmo; eu sabendo mais sobre ela do que ela de nós - antigamente parecia nos conhecer tão bem. Porém, não havia mais nós. Havia eu. E a cidade. E as pessoas. E as gargalhadas. E os planos. E os sonhos. E... é, reticências. Tanto destratei aquele par que ela abandonou a música. Injustiça? Não, ela fez o certo e eu achei que sabia o que fazia. Ainda era minha, de alguma forma. Ainda era dela, mas só eu sabia. Hoje descobri o que é esquecer. Descobri que esqueci. Que guardei tão abaixo de meus pés aquele sorriso, até que ela cavou uma passagem e encontrou seu novo repertório. Pode não ser o preferido ou o melhor que ja compôs, mas este ela sabe que não vai parar de tocar de repente, como o meu costumava fazer. E eu? Bem, eu continuo vivendo as ironias que derrapam no meu caminho, ouvindo as músicas que as estradas me oferecem, sem impôr poesia alguma a quem quer que seja. Não sei se aprendi algo. Encontrei tantos devaneios enquanto ele trilhava sua sorte sob meu reino de ilusões, que agora, só me resta trocar de pista. Não quero lembrar. Não quero esquecer. Quero não pensar. Um dia a música encontrará seu par, mas eu não a ouvirei. Não mais. Continuo tão conservador e frio quanto antes, só que, mais esperto e menos egoísta.
Hoje, no caminho para casa, ouvi uma velha conhecida na rádio. A música. Aquela.
A que cujo par martelava na minha cabeça, fazia barulho no telefone e batucada no meu peito.
Hoje ela não teve par. Estava sozinha. Em mim, no pensamento e no coração. Meus tímpanos a absorveram pura, límpida, heterogênea. Eu sabia que agora ela era apenas mais uma, apenas a próxima, a que recém tocou, a que ouço no agora. Sem ser especial. Sem ter significados.
E depois de tanto tempo, me senti livre.
Livre de não associá-la a mais nada. A ninguém. Mas, também senti um vazio. Uma "coisa" oca por dentro. Senti não sentir. Uma liberdade mais parecida com solidão. A música não tinha mais par, assim como eu. Éramos nós dois. Ambos cantando no ritmo; eu sabendo mais sobre ela do que ela de nós - antigamente parecia nos conhecer tão bem. Porém, não havia mais nós. Havia eu. E a cidade. E as pessoas. E as gargalhadas. E os planos. E os sonhos. E... é, reticências. Tanto destratei aquele par que ela abandonou a música. Injustiça? Não, ela fez o certo e eu achei que sabia o que fazia. Ainda era minha, de alguma forma. Ainda era dela, mas só eu sabia. Hoje descobri o que é esquecer. Descobri que esqueci. Que guardei tão abaixo de meus pés aquele sorriso, até que ela cavou uma passagem e encontrou seu novo repertório. Pode não ser o preferido ou o melhor que ja compôs, mas este ela sabe que não vai parar de tocar de repente, como o meu costumava fazer. E eu? Bem, eu continuo vivendo as ironias que derrapam no meu caminho, ouvindo as músicas que as estradas me oferecem, sem impôr poesia alguma a quem quer que seja. Não sei se aprendi algo. Encontrei tantos devaneios enquanto ele trilhava sua sorte sob meu reino de ilusões, que agora, só me resta trocar de pista. Não quero lembrar. Não quero esquecer. Quero não pensar. Um dia a música encontrará seu par, mas eu não a ouvirei. Não mais. Continuo tão conservador e frio quanto antes, só que, mais esperto e menos egoísta.
sábado, 8 de agosto de 2009
Desaprender

Hoje me deparei com este texto de Martha Medeiros e concluí que tudo o que estou sentindo neste momento se enquadrada neste contexto. Espero que gostem!! =)
"Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho.
Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado.
Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz.
Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente. A solução é voltar ao marco zero.
Desaprender para aprender. Desmanchar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá para renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar”.
domingo, 2 de agosto de 2009
Clarice Lispector
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma". Clarice.
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